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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O ano da ressaca

Ora, esqueci-me de me rever o meu ano que passou... O que é que eu posso dizer? hmmm, foi lixado!

Se o ano anterior tinha sido de aprendizagem, este foi... não sei bem como se chama. Acho que foi o ano de ressaca. Acho que é isso. No ano anterior, fiz montes de coisas, montes de mudanças aprender novas coisas mas nada "assentou". Este ano foi, definitivamente o ano em que as peças tiveram de encaixar. Não necessariamente porque quisesse mas mais porque não tive alternativa.

Foi um ano altamente solitário e, de alguma forma, altamente objectivo. Fui obrigada a por tudo em contexto, a dar o devido valor às diferentes coisas... no fundo, deixar o pó aceitar. Como se diz no Porto, fui obrigada a deixar-me de merdas. Foi um ano penoso, muito. Agora acho que posso dizer isso. Aliás, as pessoas que cá vieram, devem ter notado isso.

Foi a primeira vez na minha vida em que o mundo me pareceu mais negativo do que positivo. E embora a neve e a escuridão enfim.... não sejam os melhor companheiros nestas alturas, cheira-me que funcionaram bem mais como catalisadores do que como causa, per se. (achei que ficava bem aqui um pouco de latim, para me dar um ar erudito. Se o Rocha me estivesse a ler ficava orgulhoso)

Foi um ano em que me testei a muitos limites. Não em limites físicos mas mais de confronto comigo própria. Acho que foi uma segunda puberdade. :-)

Vim agora do supermercado. Estava a vir para casa e apercebi-me que me faltava qq coisa. E de repente, percebi. Já está! Já passou! Acho que o ano de bater com a cabeça e de isolamento, acabado com férias em Portugal com as pessoas de quem eu gosto fez com que, de repente e sem notar (porque e sempre assim que as coisas boas acontecem) a tristeza se fosse e eu voltasse. E pronto, ca estou!

Não sei se este post faz muito sentido para ninguém. mas para mim faz, muito. E como vos tenho vindo a dizer, isto dos blogs (ou pelo menos o meu) é profundamente egoísta.

Beijos grandes para todos e obrigada por existirem!

Dada


2 comentários:

  1. Ora ainda bem que deste conta de que a tristeza se foi ao vires do supermercado!Ela não te faz falta nenhuma meu encanto,quando a cheirares ao longe deita-lhe a língua de fora e faz-lhe aquele saboroso gesto do "Zé Povinho" do Bordalo Pinheiro!

    Para as insónias ... a solução é um ou mais cafés quando as tiveres já que assim já sabes a causa delas e o sossego de o saberes já te dará o sono desejado!

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